Ode à Feminilidade

post-thumb

Nós, mulheres, somos a tessitura de força, habilidade e uma profunda empatia, que se entrelaçam com a dádiva divina da vida, irradiando um amor que preenche nossos corações e molda destinos.

Interroguem-se, caros leitores, quantos de nós não aprendemos com uma mulher a essência do amor, da humanidade, tornando-nos seres completos, verdadeiramente integrados em nossa essência? Criados pelas mãos sábias das mulheres, muitos ainda tropeçam, mostrando falhas no respeito e na valorização que nos é devida, replicando ciclos de discriminação e violência—verbais e físicas. Ah, esses homens, que ainda precisam ascender ao nosso patamar, enquanto se escondem atrás de uma falsa sensação de superioridade para ocultar suas inseguranças.

De todas as religiões e crenças, é conhecido que as mulheres representam a obra-prima da Criação, trazidas à vida para cuidar, orientar e infundir alegria e inspiração, adornadas por nossas curvas que tanto encantam.

Ela é a gentileza em pessoa, acolhedora por natureza, surpreendentemente capaz, manifestando uma força que resiste às tempestades, sempre cortês e corajosa; sem jamais perder a magnitude deste amor puro que emerge de sua alma.

É ela quem, carregando o futuro em seu ventre por nove meses, enfrenta as dores do parto para dar vida, e ainda assim, nos acolhe sempre com um sorriso radiante, que nos faz sentir como parte vital de seu ser. Nós merecemos ser homenageadas não apenas em um único dia, mas em todos, lembrando constantemente a todos da relevância de nossa presença.

Esperemos, pois, pelo dia em que todos reconhecerão que ser homem não os torna mais inteligentes, fortes, astutos ou competentes; e que finalmente compreenderão o verdadeiro significado daquilo que os trouxe ao mundo: nós, mulheres. Até lá, paciência, minhas amigas, pois, embora lento, o homem evolui!

Dedico esta ode a todas as mulheres que tocaram minha vida; a todas aquelas que jamais encontrei; desejo-lhes não só hoje, mas todos os dias, um maravilhoso Dia da Mulher.

Cicatrizes do Salto Alto Cicatrizes do Salto Alto
Laura Esteves

Laura Esteves

Laura Esteves constrói mundos com palavras, e desmonta os que já existem. Escreve sobre o que dói, o que transforma e o que se recusa a ser esquecido. Escreve sobre amor, identidade e os sistemas que insistem em nos definir.

Acredita que a literatura é o único lugar onde a verdade não precisa pedir licença. Seus textos nascem da certeza de que toda história contada com coragem é um ato de liberdade; para quem escreve e para quem lê.