Ode à humanidade

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Morte é a liberdade das correntes da carne.
Morte devora a alma.

Vida é a corrente que mantém você de ir embora.
Vida é o coração da alma.

A Vida não pode morrer.
Assim como a morte não pode viver.

Verdade nunca rui.
E o tempo que a molda.
Só as mentiras descansam.

A ciência dos homens,
o intrometimento das crianças.
A curiosidade máxima.
As conquistas que nunca cessam.
As razões também não.
Bem e mal,
a causa de tudo.
Bem e mal,
a causa de nossa queda.

Ermitão Urbano Ermitão Urbano
Laura Esteves

Laura Esteves

Laura Esteves constrói mundos com palavras, e desmonta os que já existem. Escreve sobre o que dói, o que transforma e o que se recusa a ser esquecido. Escreve sobre amor, identidade e os sistemas que insistem em nos definir.

Acredita que a literatura é o único lugar onde a verdade não precisa pedir licença. Seus textos nascem da certeza de que toda história contada com coragem é um ato de liberdade; para quem escreve e para quem lê.