Sobre um oceano de azul marinho

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Sobre um oceano de azul marinho
Uma forte tempestade fez uma fúria
As águas, sendo transformadas em espuma
As ondas confiantes, pelo que elas não poderiam saber
Sobre um oceano de azul marinho
O ódio da natureza despertara
Com ondas, largas e fortes
Ainda confiantes, pelo que elas não sabiam

Sobre um oceano de azul marinho
Uma o céu lançara uma forte torrente
A chuva impulsionara seu poder jamais visto
E as ondas estavam confiantes, pelo que eles não poderiam saber

Sobre um mar verde esmeralda
A superfície permanecera vazia, exceto por uma coisa
Um navio, com poderosos motores, e rápido na água
E ele estava confiante, pois ele era o construtor

Sobre um mar verde esmeralda
Um homem teve seu dia transformado em escravidão
Eles capturaram todos, de todas as formas, tamanhos e cores
Mas ele estava confiante, pois ele era um pescador

Sobre um mar verde esmeralda
Rumando a oeste, uma tempestade se fizera presente
A tempestade era gigante e furiosa
Eu estava confiante, pelo eu não poderia saber

Sobre uma praia de areia branca
A margem estava vazia, exceto por uma coisa.
A mulher, com um olhar fixo para a rebentação
Ela estava confiante, pois ela era a observadora

Sobre uma praia de areia branca
A mulher ficara imóvel próximo a fogueira
O fogo era brilhante, quente e dançante
Ela estava confiante, pois ela era a guardiã

Sobre uma praia de areia branca
Longe da costa um turbilhão castigava o mar
Com velocidade impressionante e caminho definido
Ela permanecia confiante, pelo ela não poderia saber

Sobre uma sepultura de terra preta e macia
Um homem velho, de joelhos, havia caído
Suas lágrimas eram pistas molhadas sobre o chão,
E ele estava devastado, pois ele tinha sido o pai

Sobre uma sepultura de terra preta e macia
Um homem, já no chão, cedia à memórias
Tremores e arrepios devastavam seus ossos frágeis
E ele estava devastado, pois ele tinha sido o líder

Sobre uma sepultura de terra preta e macia
Um homem soltara um grito terrível de dor
Ele morreu, mas iria viver muitos outros dias
E ele estava devastado, pelo que ele não poderia saber

Gaia Filosófica Gaia Filosófica
Laura Esteves

Laura Esteves

Laura Esteves constrói mundos com palavras, e desmonta os que já existem. Escreve sobre o que dói, o que transforma e o que se recusa a ser esquecido. Escreve sobre amor, identidade e os sistemas que insistem em nos definir.

Acredita que a literatura é o único lugar onde a verdade não precisa pedir licença. Seus textos nascem da certeza de que toda história contada com coragem é um ato de liberdade; para quem escreve e para quem lê.