Rapsódia da mulher que amo

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Blasfêmia considerável, mas não em vaidade
Desgastou minha anatomia consumida de apatia
Sua humanidade tornou-se meu centro de gravidade
Um sentido irracional, perdido de dimensionalidade
A realidade se instala, somatizada de anormalidades enfeitiçadas
Você é uma fantasia tangível
A insanidade translúcida, com um viés ciumento
Pensamentos encapsulados sobre você desencadeiam uma rapsódia sinfônica
Você não é seduzida pela trivialidade nem pela a mente insensível entre a animosidade
Afável, risonho, intransponível
Através das minhas veias, meu coração -orgão cardíaco vascular-
Percola eletricidade de nosso amor a uma alquimia
Sem você meu coração desce em um abismo da minha cavidade abdominal
A depravação total de você colheria uma catástrofe nuclear
Meu amor por você transcende a consciência -Estaria incapacitado-
Eu não poderia concretamente conceber nossa obsessão racionalmente
Um labirinto de paixão, adoração, afeto
Não pôde ser manifestado na mais abstrusa realidade virtual
Mas pôde ser confessado a você,
Agora

Te amo

Razões para envelhecermos juntos Razões para envelhecermos juntos
Laura Esteves

Laura Esteves

Laura Esteves constrói mundos com palavras, e desmonta os que já existem. Escreve sobre o que dói, o que transforma e o que se recusa a ser esquecido. Escreve sobre amor, identidade e os sistemas que insistem em nos definir.

Acredita que a literatura é o único lugar onde a verdade não precisa pedir licença. Seus textos nascem da certeza de que toda história contada com coragem é um ato de liberdade; para quem escreve e para quem lê.