Ainda que distantes, sejamos leves

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Querida esposa,

Quero começar este texto expressando minha gratidão por todos os momentos que compartilhamos, as memórias que construímos e o amor que vivemos juntas.

Nossa jornada, por mais que tenha mudado de direção, é uma parte fundamental de quem eu sou hoje. Não foi fácil chegar até aqui, mas eu entendo e respeito profundamente a sua decisão.

Sei que você também precisa seguir seu caminho, encontrar novas maneiras de ser feliz e se reconectar consigo mesma.

Assim como eu estou passando por essa transformação, sei que essa nova fase também é um desafio para você. E, embora seja doloroso agora, acredito que, com o tempo, essa distância pode trazer crescimento para nós duas.

Quero que saiba que não guardo mágoas e que o que mais desejo para você neste momento é que encontre a paz e a felicidade que merece.

O amor que sentimos não se perde; ele apenas se transforma. Talvez, no futuro, essa transformação nos traga de volta como amigas, capazes de relembrar o que vivemos com carinho e com uma nova perspectiva.

Sei que nossa relação era especial, e acredito que, mesmo tomando caminhos diferentes, podemos superar essa fase com respeito e afeto mútuo.

Espero, sinceramente, que o tempo nos ajude a curar as feridas, e que, quando estivermos prontas, possamos nos encontrar de novo, não mais como companheiras de vida, mas como amigas que se compreendem e se apoiam.

Desejo o melhor para você, sempre. Que cada uma de nós possa florescer à sua maneira e que, em algum momento, possamos sorrir novamente ao lembrar da nossa história.


Com carinho e gratidão,
Laura

Tecendo Transições Tecendo Transições
Laura Esteves

Laura Esteves

Laura Esteves constrói mundos com palavras, e desmonta os que já existem. Escreve sobre o que dói, o que transforma e o que se recusa a ser esquecido. Escreve sobre amor, identidade e os sistemas que insistem em nos definir.

Acredita que a literatura é o único lugar onde a verdade não precisa pedir licença. Seus textos nascem da certeza de que toda história contada com coragem é um ato de liberdade; para quem escreve e para quem lê.

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